Diagnóstico da deficiência no período perinatal: o poder devastador do discurso biomédico
Palavras-chave:
Comunicação em saúde, diagnóstico, deficiência, infância, modelo biomédico, humanização da atenção.Resumo
Este trabalho analisa o impacto de um diagnóstico complexo na infância a partir da perspectiva do modelo biomédico dominante. Sustenta-se que o diagnóstico não é um ato neutro, mas uma prática social que produz sentidos, organiza expectativas e hierarquiza formas de compreender o corpo, a doença e a deficiência. Por meio de um relato familiar, evidencia-se como a comunicação do diagnóstico pode gerar efeitos subjetivos duradouros, incluindo angústia, luto pela perda do filho idealizado e a percepção de relações assimétricas de poder. Discute-se ainda o papel da Lei de Diagnóstico Humanizado na Argentina, que busca deslocar o foco da condição individual da criança para as barreiras simbólicas, discursivas e institucionais que atravessam a experiência diagnóstica, promovendo uma compreensão mais crítica e humanizada da atenção médica em contextos de complexidade infantil.
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Copyright (c) 2026 Lic. Micaela Arias Mendoza, Lic. Melina Chindi, Dr. Pedro Silberman (Autor/a)

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