Migração, trabalho informal e deficiência infantil: um estudo sobre preconceitos e barreiras de acesso à saúde em um centro comunitário de Buenos Aires

Autores

Palavras-chave:

Desigualdades em saúde, deficiências de aprendizagem na infância, etnografia, migração, saúde pública

Resumo

Este artigo analisa as experiências de saúde e deficiência infantil de mulheres migrantes de setores populares em um centro de reabilitação na Cidade Autônoma de Buenos Aires (CABA). A partir de uma abordagem etnográfica, baseada em observação participante e entrevistas, investigam-se as formas pelas quais a deficiência é vivenciada e significada em trajetórias migratórias atravessadas pela precariedade laboral e pela dependência do sistema público de saúde. Os resultados mostram que a deficiência não se configura como uma preocupação central para as famílias, mas como uma categoria pragmática vinculada ao acesso a direitos e recursos. Além disso, evidenciam-se tensões entre o reconhecimento formal do direito à saúde e as condições concretas de acesso e continuidade da atenção, bem como a presença de preconceitos étnicos nas práticas profissionais. O artigo reflete criticamente sobre o papel do Estado na produção de desigualdades em saúde.

Publicado

2026-08-25

Edição

Seção

Dossier temático

Como Citar

Migração, trabalho informal e deficiência infantil: um estudo sobre preconceitos e barreiras de acesso à saúde em um centro comunitário de Buenos Aires. (2026). Desde Acá : Cimientos Para Una Salud Situada, 6, 80-100. https://revistas.unaj.edu.ar/da/article/view/118