Migração, trabalho informal e deficiência infantil: um estudo sobre preconceitos e barreiras de acesso à saúde em um centro comunitário de Buenos Aires
Palavras-chave:
Desigualdades em saúde, deficiências de aprendizagem na infância, etnografia, migração, saúde públicaResumo
Este artigo analisa as experiências de saúde e deficiência infantil de mulheres migrantes de setores populares em um centro de reabilitação na Cidade Autônoma de Buenos Aires (CABA). A partir de uma abordagem etnográfica, baseada em observação participante e entrevistas, investigam-se as formas pelas quais a deficiência é vivenciada e significada em trajetórias migratórias atravessadas pela precariedade laboral e pela dependência do sistema público de saúde. Os resultados mostram que a deficiência não se configura como uma preocupação central para as famílias, mas como uma categoria pragmática vinculada ao acesso a direitos e recursos. Além disso, evidenciam-se tensões entre o reconhecimento formal do direito à saúde e as condições concretas de acesso e continuidade da atenção, bem como a presença de preconceitos étnicos nas práticas profissionais. O artigo reflete criticamente sobre o papel do Estado na produção de desigualdades em saúde.
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